José Jefferson se perde no preparo do escargot e é eliminado do “MasterChef Brasil”

José Jefferson não consegue superar os adversários e deixa a competição – Marcelinho Santos/Band

A prova de eliminação com escargot tirou a chance de José Jefferson de seguir no MasterChef Brasil. Na noite dessa terça-feira (25), o competidor foi eliminado depois de desagradar o paladar dos jurados Erick JacquinHelena Rizzo e Henrique Fogaça com o molusco servido com molho e batata-doce cozida.

Em entrevista exclusiva ao Band.com.br, o cozinheiro disse que não raciocinou direito ao planejar a receita. “Eu segui por um caminho que achei confortável e acreditei que daria certo, mas não deu”, justificou. Ele ainda contou que nunca tinha experimentado, muito menos cozinhado, a iguaria. “Quando quatro pessoas disseram que já tinham comido, um ou dois já tinham feito, fiquei mais inseguro”.

Segundo o rapaz, o descontrole começou quando descobriu que havia outra turma de concorrentes. “Quando eles entraram, me senti abalado porque fugiu da minha organização mental”, admitiu o professor de História, salientando que não tem dúvidas de que saiu por ter deixado a pressão do talent show afetar seu desempenho.

Por ter uma origem humilde e ser nordestino, negro e gay, Jefferson revelou não ter conquistado muitas oportunidades na vida. “Muitas portas se fecham. E quando as do MasterChef se abriram para mim, acho que foi tanta luz, que eu não soube lidar com isso”, explicou.

Mesmo com uma participação breve, ele acredita que ter entrado no programa é uma vitória a ser celebrada. “Isso é só mais um degrau para continuar a subir, uma escada que vai me levar para não sei onde, mas vai me levar para algum lugar”.

E ainda que não tenha certeza de como será o futuro, já há alguns planos esboçados. Um deles é abrir um negócio com o namorado em sua cidade, Surubim (PE). “Eu quero transformar meu povoado em um ponto onde as pessoas saiam de Surubim e das redondezas para comer lá”. Além disso, planeja ajudar sua comunidade seja adquirindo ingredientes de produtores locais ou empregando jovens da região. Tudo para compartilhar os conhecimentos que adquiriu. “De que adianta morrer com isso e não passar para ninguém?”, questionou. 

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